A categoria T11/T13 no atletismo paralímpico é destinada a atletas com deficiência visual total ou quase total, classificados como “cegueira total” ou com percepção mínima de luz.
Os atletas desta classe competem obrigatoriamente com um guia vidente, ao qual permanecem ligados por uma corda ou fita durante toda a prova, garantindo orientação, segurança e igualdade competitiva.
100 metros planos: prova de velocidade pura numa linha recta, em que os atletas procuram percorrer os 100 metros no menor tempo possível.
200 metros planos: corrida com uma curva na pista, exigindo uma combinação de velocidade e resistência.
Os atletas devem correr sempre acompanhados de um guia, desde o início até ao fim da prova.
A ligação entre atleta e guia é feita por uma corda ou fita com comprimento máximo de 50 cm.
O guia não pode puxar nem empurrar o atleta; os movimentos devem estar perfeitamente sincronizados.
O atleta deve cortar a linha de chegada à frente ou ao lado do guia. Se o guia chegar primeiro, o atleta é desclassificado.
Cada par (atleta e guia) corre numa raia exclusiva durante toda a prova.
As provas de 100 m e 200 m das categorias T11/T13 estão presentes em:
Jogos Paralímpicos
Campeonatos Mundiais de Atletismo Paralímpico
Jogos Parapan-Americanos
Competições nacionais e regionais de paratletismo
O recorde mundial masculino dos 100 m T11 pertence a David Brown (EUA) com 10,92 segundos (2014).
O recorde mundial feminino dos 100 m T11 pertence a Libby Clegg (Grã-Bretanha) com 11,91 segundos (2016).
Muitos atletas da T11 usam vendas nos olhos, mesmo tendo alguma percepção luminosa, para garantir igualdade total nas condições de competição.
As provas de 100 m e 200 m na categoria T11/T13 são dos momentos mais emocionantes do atletismo paralímpico. Nestes eventos, atletas com cegueira total competem lado a lado com os seus guias, unindo velocidade, confiança e uma sincronia perfeita, numa demonstração impressionante de superação e espírito desportivo.